terça-feira, 24 de abril de 2012

CHAKRAS







Os chakras são centros energéticos e psíquicos dos corpos físico e sutil. Estes estão em constante atividade, embora a  sua presença nem sempre seja percebida conscientemente. A palavra chakra pode ser traduzida por roda, círculo ou movimento. De acordo com os ensinamentos e as representações pictóricas desses centros de energia, pode-se afirmar que eles são formados por um centro com pétalas. É pelos chakras que transitam e se movem as energias sutis do corpo.
Os sete principais estão localizados ao longo da coluna vertebral, dispostos verticalmente. Cada chakra atua em funções específicas, mediante o recebimento de energias internas e externas. Estão divididos em três grupos: Inferior, Médio e Superior.  Os inferiores, mais associados à matéria, são o Muladhara, o Svadhistana e o Manipura. O Médio, ou Intermediário é o Anahata, associado aos sentimentos. E os Superiores são o Vishuddha, o Ajña e o Sahashara, que estão associados ao mental e à iluminação. Os chakras nunca param de girar e na sua rotatividade obedecem ao sentido horário ou anti-horário, dependendo da qualidade energética de cada indivíduo.

Muladhara Chakra
Chakra Básico (Raiz):
Significado do Nome: Estrutura da base, fecundação.
Nome em Português: Chakra Básico - Rádico.
Localização: Localizado nos órgãos genitais e na pélvis, relacionado com as gônadas (glândulas sexuais), governa o sistema reprodutor. Este chakra anima a substância do corpo físico, o poder e o instinto de sobrevivência. É a ligação com a terra. Concentra as energias da Kundaliní, que uma vez despertadas progridem coluna acima, seguindo um padrão geométrico similar ao padrão apresentado na dupla hélice das moléculas de DNA que contém o código da vida.
Aspectos a serem compreendidos: Sobrevivência, alimento, conhecimento, auto-realização, valores (segurança financeira), sexo (procriação), longevidade e prazer.


Influências:
Desequilíbrio no Físico: Anemias, resfriados, sexualidade reprimida ou excessiva, frigidez, impotência, insuficiência renal, fadiga, dores nas articulações, dores lombares e nas pernas, pressão alta ou baixa, problemas de coluna, osteoporose, falta de energia, prisão de ventre, diarréia, colite, apendicite, etc.
Emocional equilibrado: Impulso para agir, consciência instintiva básica, força, agressividade controlada, coragem, afeição, criatividade, generosidade, capacidade de sentir prazer, pessoa sensata, segura e estável, habilidade em prover o necessário para vida e capacidade de cuidar de si.
Emocional desequilibrado: Egocentrismo, agressividade, preocupação, inexatidão, indolência, extravagância, não permite o prazer, pessoa sem vida, desanimada, confusão de interesses, insatisfação, medo, timidez, insegurança, histeria, paixões fortes, aspereza, dificuldade em lidar com finananças, medo de arriscar-se, apego material, tabus sexuais.
Forma geométrica: quadrado, possuindo grande relação ao conhecimento ligado à terra, às quatro dimensões e às quatro direções.
Fase da vida: Desde a união do espermatozóide com o óvulo, até 7 ou 8 anos.
Funções: Um indivíduo dominado pelo chakra Muladhara geralmente dorme de dez a doze horas por noite, sobre o estômago. Este chakra Muladhara incluí os planos da origem, ilusão, ira, avidez, desilusão, avareza e sensualidade. Estes aspectos do primeiro chakra são inerentes à existência humana. O desejo de mais experiência e mais informação age como força motivadora, um ímpeto básico para o desenvolvimento individual.
O chakra Muladhara é o local da Kundalini enroscada, da Shakti vital, ou força energética. A serpente Kundalini está enroscada em torno do Lingam Svayambhu.
É o chakra onde nasce e reside a energia kundalini que se movimenta em espiral, pelas nadis, rios internos conhecidos por Ida e Píngala que distribuem por todo o corpo energia e o impulso de vida. É também o centro erótico do Ser.
- Nadi Ida: canal esquerdo transportador das correntes lunares, natureza feminina visual e emocional, produção de vida, energia materna, respiração esquerda que proporciona estabilidade para a vida. A narina esquerda é aberta durante o dia, equilibra a energia solar criando um equilíbrio para si, tornando-nos mais relaxados e mais alertas mentalmente.
- Nadi Píngala: canal direito transporta correntes solares, natureza masculina, depósito de energia destrutiva, também purificador, a narina do lado direito é de natureza elétrica masculina, verbal e racional. Torna o corpo físico mais dinâmico, (eficiente e ativo durante horas noturnas, aumentando a saúde). Quando um casal tem um orgasmo sexual, sem repressão e com consciência; em algumas vezes, elevam a kundalini, nutrindo todos os chakras através de Sushumna, Ida e Píngala.
Cores Básicas: Vermelho (varia para roxo ou vinho).
Bija-mantra: "LAM". É o Responsável pela absorção de energia da terra (energia telúrica, geoenergia, kundalini). Não é aconselhado por alguns autores o desenvolvimento desse chakra. Ilusão, cólera, avareza, desejo, sensualidade, territorialidade, instinto de sobrevivência desequilibrado, possessividade, temor e preocupação excessiva com o próprio corpo são algum dos desequilíbrios ligados a esse chakra.

Swadhishtana Chakra
Chakra do Baço ou Esplênico - Chakra Sexual


Significado do Nome: Lugar-Morada do Ser ou o "Fundamento de si próprio".

Nome em Português: Chakra Esplênico.

Localização: Localizado na lombar e abaixo do umbigo, está relacionado com as glândulas supra-renais, regendo a coluna vertebral e os rins. Rege os rins, sistema reprodutor, circulatório e bexiga. As energias como a paixão, sensualidade e a criatividade são manifestadas através deste chakra.

Aspectos a serem compreendidos: Poder de seduzir criatividade e relacionamento.
Influências:
Desequilíbrio no Físico: desarmonia dos rins, fígado, pâncreas, vesícula e bexiga. Alergias alimentares, problemas menstruais, distúrbios gástricos e intestinais, perda da vitalidade, dores lombares, no sacro e cóccix.

Emocional Equilibrado: União sexual prazeirosa, alegria instintiva, capacidade de planejamento, coragem de viver, paixão, habilidade em relacionar-se, jogo de cintura, flexibilidade, auto-aceitação e paixão pela vida.

Emocional Desequilibrado: Medo, incapacidade de construir, distração, raiva, ódio, inveja, insegurança, falta de paixão, tristeza, manipulação e apego, dependência emocional, vícios e auto-destruição.

Forma Geométrica: Círculo. Representa a forma crescente da lua.

Cor: Laranja - tonifica; é uma cor acolhedora e estimula a alegria. É uma cor social que traz otimismo, expansividade e equilíbrio emocional. Traz confiança e automotivação. Azul ou verde para sedar.
Alimentos que estimulam o chakra: Abóbora, cenoura, milho, laranja, manga, caqui.
Cores Básicas: Laranja, Vermelho.
Fase da vida: de 8 à 14 anos.

Funções: Energia de criatividade e impulso emocional; é o centro da procriação, manifesta-se sexualmente, mas sob o aspecto de sensação e prazer; fantasias e desejos sexuais. É representado por uma lua crescente. Neste chakra inicia-se a expansão da personalidade. Centro da purificação.
Bija-mantra: "VAM". Responsável pela irrigação energética dos órgãos sexuais. Desenvolvido estimula o funcionamento dos outros chakras. Desdém, abandono, indulgência excessiva, desconfiança, medo, indiferença e sensualidade são alguns dos desequilíbrios ligados a esse chakra.
Manipura Chakra
Chakra Umbilical ou Plexo Solar Umbilicochakra

Significado do Nome: Cidade das Gemas ou Cidade das pedras preciosas.

Nome em Português: Chakra Plexo Solar.

Localização: Localizado um pouco acima do umbigo. Rege o pâncreas. A área de influência deste chakra é o sistema digestivo: estômago, fígado e a vesícula biliar, além do sistema nervoso.

Aspetos a serem compreendidos: Escolhas do que você quer. Individualidade e poder pessoal (como você se vê), sua identidade no mundo.

Influências:
Desequilíbrio no Físico: Má digestão, diabetes, toxinas, úlceras e hérnias, gastrites e problemas de assimilação dos alimentos. Hipocondria, câncer no intestino e anorexia ou bulimia.

Emocional Equilibrado: Impulso para vivenciar as emoções, colocar-se expressando suas próprias qualidades, vontade de liderar, amor a vida, aptidão para experimentá-lo com plenitude, propósitos definidos de ações, intuição, ternura e boa vontade. Auto-estima, confiança e alegria.

Emocional Desequilibrado: Ansiedade, egoísmo, vaidade, ciúme, preconceitos, ira, timidez, intransigências, abuso de poder, impaciência, preocupação. Não sabe dizer não. Desconfiança, arrogância e baixa auto-estima.

Forma Geométrica: Triângulo invertido, sugerindo o movimento descendente da energia.

Cor: Amarelo dourado para tonificar.
Cores Básicas: Verde, Vermelho, Amarelo.

Alimentos: Manteiga, gema do ovo, cenoura, batata doce, abóbora, banana, abacaxi, melão, pêssego, limão.

Gemas: Citrino, topázio, cornalina amarela.

Mantra: Ram (lê-se o "R" com em vidro) - o principal ponto de concentração durante a produção deste som é o umbigo. Traz longevidade.

Elemento: Fogo auxilia a digestão e a absorção do alimento fornecendo a energia vital.

Fase da Vida: De 14 à 21 anos.
Bija-mantra: "RAM". Responsável pela irrigação energética do sistema digestório. Desenvolvido, facilita a percepção de energias ambientais. Raiva, irritabilidade, fascinação, ódio, medo, timidez, crueldade, inveja, ciúme, apego cego, melancolia, letargia e ânsia de poder são alguns dos desequilíbrios ligados a este chakra.
Anahata Chakra:
Chakra do Coração

Significado do Nome: "Intocado" ou "O Som não produzido" (batidas do coração).

Nome em Português: Chakra Cardíaco.

Localização: Situa-se na região do tórax e está conectado com a glândula timo, responsável pelo funcionamento do sistema imunológico. É o chakra do coração, centro energético do amor.
A elevação das energias do chakra do plexo solar até o coração acontece em indivíduos que estão desenvolvendo a capacidade de pensar e atuar em termos de coletividade. As doenças do coração, sistema circulatório e sangue podem ser tratadas através deste chakra.
Aspectos a ser Compreendidos: amor incondicional, compaixão, perdão, verdade e gratidão.
Influências:

Desequilíbrio no Físico: Doenças cardíacas, distúrbios de pressão, problemas pulmonares e bronquites. Sistema imunológico ineficiente e dor de cabeça.

Emocional Equilibrado: Amor próprio e pela humanidade, verdadeira compreensão da compaixão e benevolência, aceitação, bondade, disponibilidade para o perdão, ajuda ao próximo, sabedoria, conscientização do outro, assentamento na estrutura terrena, dá consistência e vitalidade as aspirações amorosas, pacificação, fé na vida e nas pessoas.

Emocional Desequilibrado: Depressão, angústia, desprezo, raiva e medo, apego ao apego, incapacidade de amar e se emocionar. Coração fechado, apego e depressão.

Forma Geométrica: Hexagrama - dois triângulos sobrepostos, um voltado para cima, simboliza Shiva, o princípio masculino. O outro triângulo, voltado para baixo, simboliza Shakti, o princípio feminino. Atinge-se o equilíbrio quando estas duas forças estão unidas em harmonia.
Cor: Rosa - amor incondicional / verde é dilatador de veias, artérias e músculos, usado para pressão alta, cateterismo. É relaxante do sistema nervoso, principalmente simpático e muscular, auxiliando nos casos de esgotamento, irritação e insônia; regula a pressão arterial, o sistema circulatório e estimula a glândula pituitária, normalizando a função das demais glândulas. Auxilia nos casos de febre, quando não se sabe a causa da infecção. Cria espaço no coração como o frescor da primavera, fazendo sentir-se renovado. Violeta e magenta (falta de energia) para tonificar.
Cores Básicas: Dourado, Verde, Rosa.

Alimentos que estimulam o chakra: Frutas e verduras verdes (abacate, kiwi, maçã verde, uva, agrião, alface, escarola, brócolis).

Gema: Quartzo rosa, pirita, esmeralda.

Mantra: Yam - a concentração deverá estar centralizada no coração, desfazendo qualquer bloqueio na região cardíaca, proporcionando controle sobre a respiração.

Elemento: Ar - Auxilia o funcionamento dos pulmões e do coração. A estrela de seis pontas simboliza o elemento ar.
Fases da vida: 21 a 28 anos.

Funções: Intermedia os chakras superiores e inferiores; impulso de se abraçar a sua Verdade, ao Amor; reequilíbrio; altruísmo; compaixão. Este chakra se expande em todas as direções e dimensões, como uma estrela de seis pontas.


Bija-mantra: "YAM". Responsável pela irrigação energética do coração. É um canal de movimentação dos sentimentos. Desenvolvido, cria um canal de amor que pode ser utilizado para o trabalho assistencial, desenvolve a compaixão. Arrogância, vaidade extrema, depressão, desespero, egoísmo, avareza, hipocrisia, tendência à discussão, ansiedade, desgosto são alguns dos desequilíbrios ligados a esse chakra.

Vishuddha Chakra:
Chakra Laríngeo

Significado do Nome: Puro ou "Centro da Pureza".

Nome em Português: Chakra Laríngeo.

Localização: Localizado sobre a garganta, se comunica com a glândula tireóide. Está ligado à inspiração, a comunicação e a expressão com o mundo.

Aspectos a serem Compreendidos: Comunicação interna e externa - esclarecimento que conduz ao estado de consciência.
Influências:
Desequilíbrio no Físico: Laringite, faringite, problemas de tiróide e paratiróide, doenças mentais, distúrbios da fala, gagueira e surdez.

Emocional Equilibrado: Sensibilidade, criatividade artística, dom da palavra e do conhecimento, claraudiência, intelecto claro, independência, idealização, senso de planejamento, força de vontade, capacidade de tomar decisões.

Emocional Desequilibrado: Fobias, covardia, falta de criatividade, mentalidade e expressão tacanha, rude e pobreza de espírito, criticismo, preconceitos, atitudes extremamente racionais, pessoa que reclama o tempo todo, agressividade verbal e apego a crenças limitantes.

Forma Geométrica: Lua crescente.

Cor: Azul - atua como tranqüilizante na aura. É calmante do sistema nervoso, e equilibrador nos casos de obsessão.
Cores Básicas: Azul-Celeste, Lilás, Amarelo.
Alimentos que estimulam o chakra: Ameixa preta, uva passa, amoras, peixes, aspargos, batatas.

Gemas: Safira azul, lápis lazuli, sodalita, azulita, ágata marinha, turquesa e calcita azul.

Mantra: Ham (lê-se o "H" como em help) - representa o som do corpo. Este som puro afeta o ouvinte, alterando os espaços de sua mente e de seu ser.

Elemento: Ar (éter), mas num sentido mais sutil, associado ao som (Mantram).

Fases da vida: 28 a 35 anos.

Funções: Auto conhecimento; felicidade; O indivíduo se eleva e se purifica de todos os carmas; morre-se para o passado e nasce-se novamente para a realização da unidade".


Bija-mantra: "HAM". Responsável pela irrigação energética da boca, garganta e órgãos respiratórios. Serve de bloqueio para que as energias emocionais não cheguem ao chacras frontal e coronário. Desenvolvido facilita a psicofonia e a comunicação em vários níveis. Tristeza, desrespeito, descontentamento, lamento são alguns dos desequilíbrios ligados a esse chakra.
Ajna Chakra:
Chakra Frontal


Significado do Nome: Autoridade, poder, comando intuitivo.

Nome em Português: Chakra do 3º olho ou frontal.

Localização: Localizado entre as sobrancelhas, se relaciona com a glândula pituitária.

Aspectos a serem Compreendidos: Intuição (fenômenos paranormais) e a consciência. Capacidade de se observar sem julgamento.


Influências:
Desequilíbrio no Físico: Rinites, problemas de ouvido, de olhos, surdez, tontura, enxaqueca. Cansaço e confusão mental.

Emocional Equilibrado: Percepção em relação ao universo que o cerca, entendimento do próprio caminho, percepção, intuição, fé e devoção, carisma, magnetismo, força, sabedoria, capacidade de concentrar-se e foco no objetivo.

Emocional Desequilibrado: Desconcentração, dogmatismo, vê a vida com limitação, arrogância, medo, perda da fé e sedução, delírios, egoísmo, obsessão, teimosia e apego a crenças impostas pela sociedade.

Forma Geométrica: Círculo (bindo).

Cor: Dourado para concentração, falta de memória. Violeta é tranqüilizante e calmante. Clareia e limpa a corrente psíquica do corpo e mente, afastando problemas de obsessão mental e psicose.
Cores Básicas: Índigo, Amarelo, Verde, Branco Fluorescente.

Alimentos que estimulam o chakra: Berinjela, beterraba, ameixa preta.

Gemas: Cristais brancos, ametista, sodalita e lápis lazuli.

Mantra: OM.

Elemento: Presença de todos os cinco elementos, com três gunas que são manas (mente), buddhi (intelecto), Ahankara e chitta (o ato de ser - o ser).

Fases da vida: 35 a 42 anos.

Funções: Austeridade; intuição; vidência; serenidade; pureza.
É o chakra sede das Faculdades do Conhecimento: Buddhi (conhecimento intuicional), Ahankara (eu), Indriyas (sentidos) e Manas (a mente). É representado por um triângulo branco simbolizando a yoni e no meio um lingam (órgão masculino). No centro do chakra está o yantra do som (símbolo) OM, o melhor objeto de meditação.

Meditando nesse centro o praticante "vê a luz"; como uma chama incandescente. Fulgurante como o Sol matutino claramente brilhante, reluz entre o "céu e a terra"- Satchakra Nirupana.
glândula: hipófise (pituitária); Nas representações indianas, no centro do lótus aparece um triângulo invertido vermelho, simbolizando a yoni (aspecto feminino) e no meio do triângulo, um lingam branco (aspecto masculino). Rodeando o chakra, duas pétalas luminosas representando os dois heminférios cerebrais.

Bija-mantra: "OM". É o responsável pela irrigação energética dos olhos. Desenvolvido, facilita a clarividência e a intuição. (ás vezes palpita como um coração). Intelectualismo excessivo, manipulação de pessoas, questionamento excessivo são alguns dos desequilíbrios ligados a esse chakra.
Sahashara Chakra
Chakra Coronário


Significado do Nome: Chakra das Mil Pétalas.

Nome em Português: Chakra Coronário.

Localização: Localizado no topo da cabeça. E o portal da espiritualidade, do reconhecimento de Deus/Deusa em nós e no outro.

Aspectos a serem Compreendidos: Iluminação.

Forma Geométrica: Círculo como a lua cheia.

Mantra: Sham.

Cor: Magenta e arco-íris.
Cores Básicas: Violeta, Branco Fluorescente, Dourado.
Gemas: Ametista, quartzo branco, pirita.

Elemento: Todos os elementos, inclusive o éter, em suas forças mais sutis.

Funções: Iluminação; espiritualidade plena; transcendência; manifestação do Divino. Segundo o Satchakra Nirupana: "O Lótus das mil pétalas é a mais brilhante e mais branca que a lua cheia, tem a sua cabeça apontada para baixo. Ele encanta. Seus filamentos estão coloridos pelas nuanças do sol jovem. Seu corpo é luminoso, é aqui o objetivo final de Kundalini após ativar os outros chakras. O indivíduo que atinge a consciência do sétimo chakra realiza os planos da irradiação (torna-se iluminado como o sol), das vibrações primordiais, da supremacia sobre o prana, do intelecto positivo, da felicidade, da indolência".
Glândula: ligado à glândula pineal (epífise);

Bija-mantra: Silêncio - Este chakra não possui Bija-Mantra pois ele transcende a palavra e a expressão. É o responsável pela irrigação energética do cérebro e pelo controle de todos os outros chakras. Desenvolvido facilita a telepatia, a mediunidade, expande a consciência. Não tem desequilíbrios.


Prática dos mantras dos chakras:

Prática básica: sente-se com a coluna ereta, as pernas cruzadas e as mãos pousadas suavemente sobre os joelhos em jnãnã mudrá, unindo os dedos indicadores e polegares com a palma para cima se for dia e com as palmas para baixo se for de noite.

Entoe ou mentalize: Lam, Vam, Ram, Yam, Ham, Om e Sham nessa ordem várias vezes.

Prática intermediária: com a mesma postura acima entoe ou mentalize: Om Lam, Om Vam, Om Ram, Om Yam e Om Sham.

Prática adiantada: Om Lam (8x) - Om Vam (8x) - Om Ram (8x) -Om Yam (8x) - Om Ham (8x)Om (8x) - Sham (8x).

Fontes:
Imagens: do Livro - Os chakras - C.W. Leadbeater - da Revista Caminhos Espirituais nº 01
 
 





 

 


domingo, 8 de abril de 2012

Cinco Ritos Tibetanos- Fonte de Juventude



No livro “A Fonte da Juventude”, de Peter Kelder, autor conta a história do Coronel Bradford, que teria vivido no Tibet no início do século XX e terá descoberto o segredo da Fonte da Juventude. Este segredo seriam os cinco exercícios tibetanos — ou ritos tibetanos, praticados pelos lamas para melhorar a saúde e desenvolver a força física.
Kelder recorre à teoria dos chakras para explicar os efeitos dos ritos. Chakras são os centros de energia do corpo. A saúde física e mental está relacionada com os chakras. Se os chakras funcionarem corretamente, a energia vital flui pelo corpo e o indivíduo tem saúde e vitalidade.
O ideal é praticar 21 vezes cada um dos ritos, mas se você é principiante procure fazer tres vezes cada um deles e vai aumentando gradativamente.
Os 5 Ritos Tibetanos são formados por uma seqüência extremamente simples e intensa sincronizados com respirações específicas. A sequência dos ritos é tão simples, que leva somente entre 20 à 30 minutos para os executar com calma, atenção e presença. A forma como trabalha todo o sistema glandular, circulação e sistema energético é nos tempos actuais uma mais valia para a recupeação do nosso bem estar e juventude.

O primeiro rito consiste em girar em torno do próprio de si no sentido dos ponteiros do relógio. Conforme explica Kelder, o primeiro rito ativa o funcionamento dos chakras.

O segundo rito é uma espécie de exercício abdominal. Pernas alongadas, o pescoço é massageado e o abdomen reforçado. Ao contrário dos exercícios abdominais convencionais, no segundo rito todo o corpo é exercitado, o que estimula também o aparelho digestivo e a musculatura que serve de base para a coluna.

O terceiro rito promove a extensão côncava da coluna, sobretudo da região cervical. Sabe-se que diversas tensões acumuladas no corpo manifestam-se no pescoço e quando esta região está tensa, todo o corpo se torna tenso. O terceiro rito alivia essas tensões e mantém o pescoço flexível e a garganta relaxada. Este exercício tem semelhanças com o Ustrasana do Yoga.O quarto rito, também conhecido como exercício da mesa, reforça a musculatura lombar e exercita braços e pernas. O pescoço também é exercitado. É uma combinação de posturas semelhantes ao Purvottanasana e ao Dandasana, do Yoga.

O Quinto rito é o que mais se assemelha a posturas do Yoga. Na verdade trata-se de uma combinação de Urdhva Mukha Svanasana e Adho Mukha Svanasana, que fazem parte da famosa seqüência da Saudação ao Sol (Suryanamascar).



terça-feira, 20 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Características da respiração Yogi









1) Profunda. A respiração yogi é ampla, utilizando a totalidade da capacidade pulmonar. Respirar profundamente significa usar a estrutura ósseo-muscular do tronco para optimizar a assimilação do ar. Ao respirar, toda a musculatura do tronco participa do processo, porém, nunca devemos elevar nem movimentar os ombros.
2) Completa. Isso significa que devemos utilizar as três fases da respiração em cada exercício que fazemos: abdominal, intercostal e clavicular. Observe sempre que os pulmões devem encher-se primeiramente na parte baixa, logo na parte média e finalmente na parte alta, esvaziando-se de forma inversa.
3) Consciente. Durante o pránáyáma procure sempre estar presente no exercício que estiver fazendo, observando a cada instante os efeitos que a técnica está desencadeando dentro de si. Sem consciência não há concentração possível.
4) Ritmada. Tudo é ritmo na Natureza; nós não somos a excepção. A cadência é extremamente importante, pois é o que nos permite projectar o exercício no tempo. Existe uma estreita relação entre o ritmo e os estados profundos da consciência: mantendo um ritmo cadenciado conseguiremos tirar muito mais proveito dos exercícios.
5) Controlada. Precisamos evitar ficar sem fôlego. Caso sinta que está perdendo o domínio por não conseguir acompanhar a contagem dos tempos estabelecidos, opte por reduzir esses tempos, para conseguir manter o ritmo de acordo com a sua capacidade pulmonar individual.
6) Uniforme. Em nenhum momento devemos permitir que o fluxo de ar se interrompa ou que se altere a sua assimilação progressiva. Em outras palavras, devemos encher os pulmões de forma gradual e constante, sem dar arrancadas bruscas no início da inalação ou fazer força excessiva para expulsar o ar.
7) Lenta. A respiração deve ser tão lenta quanto for possível. Considere que durante o pránáyáma ela deve ser ainda mais lenta que a de uma pessoa que dorme. Trabalhe no sentido de torná-la cada vez mais pausada. Com a prática, você perceberá que poderá alterar não apenas o ritmo pulmonar, mas também o ritmo cardíaco à sua vontade.
8) Silenciosa. Também devemos esforçar-nos por manter o ar fluindo da forma mais silenciosa possível. Para ter uma idéia disto, considere que ninguém além de você deve ouvir a sua respiração durante a prática. Atenção obviamente às excepções: bhastriká, bhrámarí e ujjayí.
9) Nasal. Os cílios das narinas filtram as impurezas que estão em suspensão no ar. Ao inspirar pela boca, você permite que elas entrem directamente nos pulmões, o que pode provocar diversos males. Esta é a pior maneira de respirar, evite-a a qualquer preço. São raros os pránáyámas que a utilizam: apenas shítalí e sítkárí, com o único objetivo de aliviar a sensação de calor, cansaço, fome ou sede.
10) Com a mínima projecção do ar. A compreensão do conceito de comprimento do alento é fundamental para atingir a perfeição na respiração yogi. O comprimento do alento é aquela distância à qual podemos perceber o ar que sai pelas fossas nasais. Coloque a sua mão alguns palmos abaixo das narinas. Se você exalar com força sentirá o sopro chegando nela. Expirando com a mínima projeção do alento o fluxo do ar será imperceptível, mesmo mantendo a mão bem perto do nariz. Quanto menor for essa projecção, maior será o controle do prána. Para sentir mais facilmente o ar na palma da mão, sugerimos humedecê-la.

terça-feira, 6 de março de 2012

Alimentação


"Somos aquilo que comemos". Os alimentos podem tanto ajudar como prejudicar o desenvolvimento físico, mental e espiritual.
A bioquímica dos alimentos interfere na bioquímica dos nossos corpos, influenciando o sistema endócrino, o sistema nervoso e o cérebro - que são os responsáveis pelas tendências mentais ou instintos. Quando esses instintos não são controlados, a mente fica perturbada. Assim, para mantermos a calma e o equilíbrio mental, os alimentos ingeridos devem ser cuidadosamente seleccionados.
No Yoga, os alimentos estão classificados em três categorias principais:

Subtis (puros)
benéficos para a mente e para o corpo
• Vegetais (excepto cebola, alho e cogumelos)
• Frutas
• Leguminosas
• Algas
• Cereais (trigo, arroz, etc...)
• Frutos secos e sementes
• Leite e derivados (de origem biológica)
• Sal, açúcar, ervas aromáticas, especiarias
• Óleos vegetais, vinagre, mel

Mutativos (activos)benéficos para o corpo e neutros para a mente, ou vice-versa

Chá (com teína) e Café
• Chocolate
• Bebidas gaseificadas
• Malagueta vermelha
• Especiarias em excesso
• Medicamentos

Estáticos (inertes)
prejudiciais para o corpo ou mente


• Carne
• Peixe
• Ovos
• Produtos com derivados de animais (gorduras, gelatinas, etc)
• Cebola, alho e cogumelos
• Alcool, tabaco e outras drogas
• Comida estragada
• Comida em excesso

"Tanto quanto possível, devemos optar por alimentos provenientes de seres que tenham a consciência menos desenvolvida. Isto significa que se os vegetais estiverem disponíveis, os animais devem ser poupados. Além disso, em qualquer caso, antes de matar um animal, quer ele tenha consciência desenvolvida ou não, deve-se considerar se seria possível viver com um corpo saudável sem eliminar tal vida".
Fonte: Um Guia para a Conduta Humana (Shrii Shrii Anandamurti)

O estado mental em que nos alimentamos também é importante. Alguns aspectos a ter em conta:
• Quando formos comer algo, lembrar que todos os alimentos são uma expressão da Consciência Cósmica
• Comer apenas quando estamos calmos e relaxados. O corpo físico é influênciado pelas emoções, a digestão é prejudicada quando somos dominados por sentimentos negativos. O meio-banho e alguns minutos de meditação antes das refeições são práticas muito benéficas.
• Comer nos horários apropriados para o efeito e evitar estar sempre a petiscar durante o dia, pois o nosso sistema digestivo precisa de descanso.
• Sempre que possível, comer na companhia de outras pessoas.
• Mastigar bem os alimentos. A digestão começa na boca com a saliva.
• Evitar ao máximo alimentos processados ou industrializados.
• Beber água regularmente entre as refeições, mas não durante as mesmas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

DHARMA






A palavra dharma deriva da raiz dhr, que quer dizer “manter unido”. Então, dharma tem o sentido de preservar, de manter a coesão entre as pessoas e as coisas.

Para algumas traduções, sem que nenhuma delas consiga transmitir plenamente o significado original do sânscrito dharma, encontra-se: retidão, dever, religião, evolução, conduta correta, preceitos, moral, ensinamento etc.

Como princípio complementar ao Karma, o Dharma pode ser compreendido como a linha de tendência que devemos seguir rumo à verdade, sendo essa linha resultante do alinhamento do nosso Karma no propósito e rumo da nossa existência. O Karma é composto por muitas linhas divergentes decorrentes das diversas acções harmniosas e desagradaveis que cometemos no passado.

Dharma é a força de coesão que sustenta a criação, manifestada na forma das leis naturais: a da gravidade, a da preservação da massa e ainda, na forma das leis humanas que regem a sociedade e possibilitam uma convivência harmoniosa entre as pessoas. Poderíamos defini-lo como não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem connosco. No fundo, funciona como uma espécie de bússola para pautar as nossas acções.

A linha de tendência resultante de todas as acções apontam numa determinada direcção e assume um determinado propósito alinhado com a ordem divina do universo e da nossa vida em particular. Essa direção é o Dharma .
Para atingirmos o nosso Dharma, temos de navegar nas “ondas” revoltas do Karma, até que essas ondas estejam todas alinhadas e não exista mais diferença entre o Karma e o Dharma. Quanto mais anulamos o nosso Karma, mais tomamos consciência do nosso Dharma e mais alinhamos a nossa vida com ele.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

KARMA



Karma são como “elásticos” que nos unem a pessoas ou situações que temos para aprender, gerados nesta ou em outras vidas.
Imagine-se preso por alguns “elásticos” onde nas outras extremidades estão presos, por exemplo, alguns familiares e amigos. Assim percebemos que há um limite de “afastamento”, pois existe um limite de “elasticidade”. Por isso, muitas situações se repetem uma, duas, ou várias vezes, até que consigamos aprender, a perdoar-nos e a perdoar os envolvidos. Esses elásticos só se dissolverão quando a lição estiver assimilada, e o perdão ancorado nos corações.
Muitas das pessoas com quem temos vínculo Kármico fazem parte de nossas vidas como familiares, relacionamentos amorosos, amizades, entre outros, por serem vínculos que tornam mais fácil a permanência do amor e do romper de barreiras antigas, permitindo que o perdão aconteça.
Existem Karmas familiares, afectivos, sexuais, materiais financeiros, ecológicos, espirituais e muitos outros.
Muitas vezes temos arraigado como memórias celulares, padrões que nos fazem “ver” as situações de maneira pouco amorosas e daí surge a dificuldade que temos de gerar perdão e amor, dissolvendo assim as amarras e permitindo que se mantenham “alojadas” no corpo subtil.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A IMPORTÂNCIA DE MANTER A COLUNA SAUDÁVEL










Abram o endereço seguinte:






http://www.chiroone.net/why_chiropractic/index.html



Percorram ao longo das vértebras da coluna vertebral. Façam-no lentamente, e poderão ver como a nossa coluna vertebral se relaciona com todo o nosso corpo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

VAYUS





A palavra Pranayama é composta de duas raízes: Prana e Ayama. Onde Prana significa energia vital ou força de vida ou ainda, aquilo que se encontra em constante movimento. O Prana está presente no ar, na água, nos alimentos... A natureza está impregnada de Prana, esta energia subtil, impalpável e invisível, mais leve e penetrante que o próprio ar. Então, Pranayama não é um mero exercício respiratório, mas utiliza a respiração para influenciar o fluxo de Prana nas Nadis (canais de energia), alterando o padrão normal de respiração, e assim, o estado mental, reduzindo a perturbação mental e minimizando as impurezas do organismo. E, Ayama significa expandir, estender prolongar.

As três principais Nadís que se destacam são: Sushumna, Ida (pólo negativo) e Pingala (pólo positivo). Partem da região do cóccix, e terminam no topo da cabeça. Sushumna corresponde ao sistema nervoso central. Está situada no centro do corpo e passa através da coluna vertebral, e que os espaços à esquerda e à direita, estão os Nadis Ida e Pingala. Ida corresponde ao sistema nervoso parassimpático. Conhecido como o canal lunar; localizado no hemisfério esquerdo do corpo, tem natureza feminina, representa a respiração pela narina esquerda. Ida é responsável pela restauração energética do cérebro. Pingala corresponde ao sistema nervoso simpático. Conhecido como canal solar; localizado no hemisfério direito do corpo, tem natureza masculina, representa a respiração pela narina direita.

As quatro práticas ao respirar:


Inspiração ou Inalação (Puraka) é a respiração completa sem esforço, lentamente.
Expiração ou Exalação (Rechaka) é a saída do ar impuro, na maioria das vezes, expelida pelo nariz, uniformemente, silenciosamente e suavente. Rechaka coloca para fora a energia individual para se unir com a energia cósmica, aquieta e silencia a mente. A retenção ou Kumbhaka desvia o intelecto dos órgãos dos sentidos e da acção, e conduz para o centro da consciência. Cria o silêncio entre o praticante e os planos físico, mental e espiritual. Pode ser de dois tipos: Antara Kumbhaka – retenção do ar nos pulmões; e Bahya Kumbhaka – retenção de pulmões vazios, após a exalação.

De acordo com a fisiologia do Yoga, a estrutura humana é composta de cinco corpos ou envolucros que englobam os diferentes aspectos ou dimensões da existência humana. Estes cinco corpos de experiência são conhecidos como: Annamaya Kosha, o corpo material ou feito de alimento; Manomaya Kosha, o corpo mental; Pranamaya Kosha, o corpo de energia; Vijnanamaya Kosha, o corpo psíquico ou de mente elevada; Anandamaya Kosha, o corpo transcendental ou de bem-aventurança. Estas cinco dimensões funcionam juntas e formam um todo integrado.

Este corpo de energia é composto de cinco Prana Vayus (ventos) principais:

Prana – função de absorção. Elemento fogo e ar. É a força vital centralizada no coração, peito e pulmões. É responsável por trazer a força da vida até o corpo, através da inalação, da comida e da bebida e também pelo funcionamento do coração e dos pulmões. Associado ao movimento ascendente de energia, com a inalação. Um desequilíbrio em Prana Vayu está associado com problemas de coração e pulmões; letargia; estresse; asma. Move a energia para cima. Quando há uma quantidade grande de Prana entre o coração e a base do pescoço, com a mente absorvendo um sentido de positividade, está ligado ao Chakra Anahata.


Apana – função excreção. Elemento terra. É a força vital de ação propulsora, desintegradora, expira o alento, expele os alimentos que não necessita. Localizada na região do ânus, tem polaridade negativa. Sua direção é descendente, e é pesado por natureza. Remove as impurezas do corpo. Relacionado com os intestinos, órgãos sexuais, pernas. Sua função manifesta-se no comando das atividades excretoras, urinárias, matérias fecais e na emissão de sêmen e fluidos menstruais. Governa a eliminação do dióxido de carbono pela expiração. No nível mais sutil, regula a eliminação das sensações negativas e experiências mentais e emocionais negativas. Move a energia para baixo. Com o Apana equilibrado traz um sentido de segurança e habilidade para seguir em frente, está ligado aos Chakras Muladhara e Swadhistana.


Samana – função digestiva. Elemento fogo. Como mantém o equilíbrio da digestão e da assimilação de nutrientes, Samana é o local sede de Agni, o fogo digestivo. Mas também possui um aspecto leve e refrescante, referente ao elemento água. Samana está centralizado na área abdominal. Sama significa equilíbrio, que neste caso, Samana equilibra Prana e Apana. Um desequilíbrio em Prana e Apana resulta em diminuição de fornecimento de nutrientes para o corpo e desequilíbrio nos órgãos digestivos, como o fígado, o estômago, o baço e o pâncreas. Movimento lateral inunda o abdomen e centraliza-se no plexo solar. Associado a energia de expansão. Com o Samana forte ocorre a clareza emocional está ligado ao Chakra Manipura.


Udana – função deglutição. Elemento ar. É a força vital centralizada na garganta e cabeça. Move-se no sentido horário. Permite o pensamento, a comunicação, o canto e a produção de sons. Está relacionada com o funcionamento dos sentidos, incluindo a audição, a visão e o olfato; também responsável pela deglutição dos alimentos. É visto como porta de entrada para estados mais elevados de consciência. Em desequilíbrio impossibilita a comunicação, dificulta estados mais elevados de consciência durante a meditação. Problemas na área da garganta como hipotireoidismo. Também problemas de visão, audição, paladar ou olfato. Com o Udana forte pode-se projetar e criar a palavra, ligado ao Chakra Vishuddha.


Vyana – função circulação. Elemento éter. Permeia todo o corpo. Associado ao sistema nervoso. Então sua grande função é circular e distribuir o alento. Vyana distribui a energia derivada da alimentação e da respiração para as artérias, veias e nervos, regulando o equilíbrio entre Prana e Apana. É responsável pela ação muscular das extremidades, governa todas as coordenações dos movimentos dos músculos e articulações através do corpo. O movimento é para dentro, em direção ao centro do corpo, na inalação; e para fora, em direção as extremidades, na exalação. Circula para todo o corpo ao longo dos nervos: é a vitalidade do sistema nervoso. Pelo seu sentido de integridade está ligado ao Chakra Sahasrara.


A chave para a saúde é manter o Prana trabalhando em harmonia. Quando o Prana fica desequilibrado, os outros tendem a perder seu equilíbrio também, porque eles estão ligados. Geralmente Prana e Udana equilibram Apana. Similarmente Vyana e Samana coordenam um ao outro em termos de expansão e contração.

Pode-se concluir que o Pranayama exerce um completo controle das funções dos pranas.

Swami Niranjanan Ananda Saraswati em seu livro – Prana Pranayama Prana Vidya. Explica:
Dos cinco pranas, os dois mais importantes são prana e apana.
Prana é uma força que se direciona ao interior, de ação ascendente, que se move do umbigo à garganta.
Apana é uma força que se direciona ao exterior, de acção descendente, que se move do umbigo ao ânus.
Tanto prana quanto apana se movem espontaneamente pelo corpo, podem ser controlados através de práticas de Yoga.

Nos Yoga Sutra de Patanjali fala dos três tipos de pranayamas: inspiração, expiração e retenção.
Esses são apenas estágios para despertar os três pranas, ou seja, são as três etapas da respiração:
Inspirar – prana
Expirar – apana
Retenção com ou sem ar – Samana

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MUDRAS II














O homem difere dos animais não só pela inteligência e capacidade de criação, mas também por ter mãos e a capacidade de fabricar coisas, demonstrar intenções, comunicar pensamentos e sentimentos.
A mente tem mais feixes de nervos ligados às mãos, do que a qualquer outra parte do corpo. As mãos podem ser usadas para abençoar ou para amaldiçoar, construir ou destruir, ferir ou curar. Depende do homem, depende da evolução de sua consciência.
A palavra sagrada "MUDRA" significa "SELO" em sânscrito.
O coração traz a energia, a cabeça decide o que fazer e como fazer e as mãos moldam e direcionam esta energia para o local de ação.
Tudo o que precisamos para sermos saudáveis e felizes está no nosso ser. A maioria destas soluções são encontradas nas nossas mãos (literalmente falando).
O ser humano pode manter uma boa saúde se praticar mudrás com regularidade, sinceridade e intenção.
Segundo Satyananda “mudras são um combinação de movimentos físicos sutis que alteram a disposição, atitude e percepção, e que aprofundam a atenção e concentração”. São também técnicas apontadas pelos Shastras como importantes para o despertar da Kundalini.
Os dez mudras descritos neste texto clássico são: mahamudra, mahabandha, mahavedha, khechari, uddiyana bandha, mula bandha, jalandhara bandha, viparita karani, vajroli mudra e shakti chalana.

Já segundo a Gheranda Samhita “existem vinte e cinco mudras, cuja prática dá sucesso aos yogis. Eles são: Mahamudra, nabhomudra, uddiyana, jalándhara, mulabandha, mahabandha, mahavedha, khechari, viparitakarani, yoni, vajroli, shaktichalana, tadagi, manduki, shambhavi, pañchadhárana, ashvini, pashini, kaki, matangi, e bhujangini.”
Uma das práticas de mudras citadas é o Maha bandha, o grande fecho, no qual uddiyana bandha, mula bandha e jalandhara bandha são feitos simultaneamente.
O Mula bandha é a contração dos esfíncteres do ânus e o períneo, puxando o assoalho pélvico para cima. Esta ação fortifica o assoalho pélvico, que é formado principalmente pelos músculos eretores do ânus e dos músculos coccígeos, permitindo à rede muscular resistir à pressão desenvolvida pelo empurrão de cima para baixo do diafragma, resultando em um aumento de pressão intra-abdominal estimulando a região sacra e pélvica.
A energia apana que está localizada na parte baixa do corpo é forçada para cima e alcança agni (fogo digestivo) no manipura chakra (chakra do plexo solar) e depois chega até o prana no anahata chakra (chakra do coração) provocando uma onda de calor que aquece todo o corpo. Este forte calor desperta o fogo interno do corpo e acorda a energia da kundalini e ajuda-a a penetrar o sushumna, o nadi (canal) central.

O Uddiyana bandha é a leve contração e suspensão do baixo ventre. Aqui o diafragma fica livre para fazer o seu movimento natural. Ao exalar contraia o abdômen, no final da exalação, o abdômen deve estar totalmente contraído, para cima e em direção à coluna. Com esta contração o diafragma levanta. A intenção é mover o umbigo na direção da espinha e os músculos retos e posteriores se contraírem. Na fase completa do uddiyana bandha todo o abdômen fica côncavo.
Este bandha eleva a energia. Quando os músculos abdominais são pressionados e levantados para cima e para baixo das costelas, o prana encaminha-se para as nadis, corrente de prana (energia vital) energizando-as fortemente, principalmente na área do manipura chakra, aumentando a temperatura do corpo, proporcionando o aumento do fogo digestivo, que remove as doenças dos órgãos abdominais.

Jalandhara bandha é a fixação do queixo em direção ao peito. A cabeça desce à frente, o pescoço se alonga e o queixo encontra a base da garganta. É necessário que o queixo esteja para baixo e a coluna ereta. A prática desse bandha regula o fluxo de ar e prana na região do coração e ativa os canais de ida e pingala, de forma que o prana seja dirigido para a sushumna nadi.
Tem o efeito de desobstruir as passagens nasais e regula o fluxo de sangue e de energia sutil para o coração, cabeça e glândulas endócrinas no pescoço (tireóide e paratireóide). Estimula o anahata chakra encaminhando a sua energia para a sushumna nadi, evitando que a mesma se disperse voltando para baixo. Ajuda a controlar as forças vitais e acorda a kundalini.












Mahamudra
Está descrito no Gheranda Samhita da seguinte forma: “pressione firmemente o ânus contra o calcanhar esquerdo, estenda o pé direito, segure os dedos com as mãos, contraia a garganta e olhe para o ponto ao meio das sobrancelhas. Inspirando repetidamente, encha-se de ar.” Pode ser mantida por cerca de oito respirações e deve ser feita com a outra perna também.















Jnana Mudra
Une o dedo polegar com o indicador e é muito utilizado para a prática de pranayama e meditação, pois fecha um circuito eletromagnético no corpo sutil do praticante, impedindo que a energia se disperse durante a prática. Estimula a respiração e a irrigação sangüínea no cérebro, aumenta as capacidades intelectuais e a memória e facilita a concentração no ajna chakra (chakra do terceiro olho). A percepção consciente do fechamento deste circuito energético leva à interiorização com mais facilidade.






Anjali Mudra
Une as palmas das mãos e significa uma reverência ou saudação. Na Índia, quando as mãos são colocadas na altura do peito o gesto equivale ao nosso aperto de mão. Para saudar os deuses as mãos são postas acima da cabeça e para saudar o mestre são posicionadas à frente da testa. Segundo o professor Anderson Allegro, o anjali mudra une os 18 chakras que temos em cada mão, fechando um circuito importante de energia.








Shiva Mudra
A mão direita aberta em concha repousa sobre a mão esquerda. É muito utilizado para prática de meditação. É um gesto receptivo que induz ao relaxamento. Segundo Ingrid Ramm-Bonwitt “Buda assumiu esse gesto quando se sentou sob uma figueira e mergulhou em meditação profunda”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

MUDRÁS - OS GESTOS DAS NOSSAS MÃOS - 1




Os mudrás são gestos que estimulam determinados campos do nosso cérebro e que nos conectam com nosso interior, utilizando desta forma, a nossa energia e a energia universal em benefício próprio.

A ciência reconhece que tipos diferentes de ondas electromagnéticas são transmitidos a partir dos nossos dedos. Estas energias tem função definida e precisamos aprender a utilizá-las, como fizeram muitos grandes Mestres antes de nós.
Já na antiguidade, há milhares de anos, os mudrás eram utilizados com os mantras e selavam os padrões de energia. Utilizamos não só as mãos e os dedos para executarmos os mudrás, como também o fazemos voluntariamente através de nosso corpo e através de processos fisiológicos involuntários. A manifestação da energia ocorre com a correcta utilização de nossas mãos, corpo, boca, língua e olhos, que direccionam, moldam e selam a energia invocada.
As mãos são poderosas ferramentas de defesa, de cura, de comunicação física e espiritual e acima de tudo para manifestar a criação. Utilizamos os mudr´as para nos protegermos, para equilibrar a energia e órgãos curando-os de alguns desequilíbrios, para trocar energia, para exprimir a vontade e como forma de comunicação.
Existe uma grande variedade e diversidade de mudr´ss e posições dos braços e do corpo. Os mudr´as mais conhecidos são os dos deuses mais representativos como: Brahman (o criador), Vishnu (o sustentador) e Shiva (o destruidor).
O maior objectivo dos mudr´´as é a união das energias: cósmica e humana.
Estas técnicas expressam mediante gestos, (a posição das mãos, dos olhos, do corpo e técnicas de respiração), a ligação do interior de nosso corpo com a energia universal, que por intermédio dos nervos ligam os dedos ao cérebro, e este aos órgãos.


POLEGAR - O polegar é o único que fica de frente para a outra mão. Representa o elemento fogo. Nutre a energia dos outros dedos e absorve o excesso de energia. Restaura e equilibra. Tem o trabalho de incinerador do lixo, com o poder do fogo para criar a ordem. O fogo depende do ar pois morre sem o oxigénio. O mesmo acontece com a respiração de nossas células. O metabolismo só funcionar com uma quantidade adequada de oxigénio. Chakra da Garganta.

INDICADOR – Relacionado com o elemento ar, representa a mente e o poder do pensamento. O pensamento é o iniciador do desejo e da acção. É o molde de nossos projectos com a terceira visão. Este dedo está também nos dá um instinto fiel, aumenta a capacidade de reflexão e traz muita inspiração. Proporciona uma relação energética do ser humano com o cosmos.

O MÉDIO - Associado ao elemento do éter, este é o dedo do céu, o dedo mais longo da mão. Quando erguemos nossas mãos aos céus, ele é o pico da montanha do nosso ser.
Estude a sua mão, olhe-a com atenção. As energias deste longo dedo irradiam ao mais longo infinito. A sua qualidade está na alegria. Seu raio de acção vai movimenta o nosso ego, e o nosso EU Superior. O Chakra do Coração.

O ANELAR - Este dedo está associado ao elemento terra e ao nosso poder material. Dá-nos o poder de afirmação e posicionamento na vida. Paciência e harmonia, serenidade, pureza e esperança. O Chakra do Plexo Solar mostra que este é o dedo da busca da vontade divina para a manifestação física.

O MÍNIMO - Associado ao elemento água. É o dedo da comunicação e do emocional. Ligado ao meridiano do coração, não só o nutre e fortifica como preenche alegremente os relacionamentos.

Quando um dedo representando um dos elementos de nosso corpo entra em contacto com o polegar que representa o elemento fogo, estimula a purificação e o equilíbrio.

domingo, 8 de janeiro de 2012

MEDITAÇÃO



Como devemos meditar?
Sentamos numa posição confortável, com olhos fechados e observando que o coração está repleto de luz. Lembre-se, tudo que queremos fazer é substituir todos os pensamentos que normalmente surgem na nossa mente por um pensamento apenas, que é o de luz no coração.

O que fazer quando pensamentos interrompem a nossa meditação?
Quando meditamos, é claro que temos pensamentos. O importante é não dar atenção a estes pensamentos mas ignorá-los. Pensamentos em si não têm poder, dependem do poder e da atenção que lhes damos. Então, se os ignorarmos, eles desaparecem. Ao desenvolvermos esta habilidade progressivamente regulamos as nossas mentes. Ou seja, usamos a mente para regular a mente.

Como eliminar padrões repetitivos ou memórias?
Cada pensamento ou acção realizados com sentimento deixam um rastro de impressão subtil no coração e na mente. Estas impressões, conhecidas na linguagem indu como Samskaras, tornam-se sementes de pensamentos e acções futuras. Impressões repetidas do mesmo tipo solidificam tendências e hábitos – físicos, mentais e emocionais, - e consequentemente ficamos escravos destes hábitos. Portanto somos escravos de nosso passado no verdadeiro sentido.
Uma solução para eliminação e acumulo de Samskaras, que aparecem como camadas ao redor da alma humana é a prática da meditação em simultâneo com o pránáyáma (respiração/purificação), que proporcionam a oportunidade de nos desembaraçar gradualmente de pensamentos, preocupações e emoções que coroem as nossas vidas.
A meditação ajuda a focalizar a mente prevenindo a formação de novas impressões ou samskaras. O pránáyáma ajuda a remover o efeito das impressões passadas. O benefício é a obtenção do vazio e serenidade.
Através da respiração diária sustentando uma meditação de luz, da seguinte forma:
1. tempo: Inalar
2. tempo: Sustentar
3. tempo: Exalar
4. tempo: Sustentar
É possível eliminar:
Suprimentos de abundância, de saúde e bem-estar, entre outros, que limitados por samskaras se encontram em alguns dos nossos corpos inferiores, que nos mantêm afastados da
da auto-confiança que nos possibilitam o acesso à Luz!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sair da Ilusão



O homem e a mulher vestiram uma casaca limitada chamada Corpo, guardaram nele, para além da lembrança, a possibilidade, nesse corpo, de reencontrar o ser ilimitado, a sua liberdade e, portanto, voltar a percorrer o seu interior.
O Surgimento de regras e de leis, algumas já muito antigas, contribuiu, de maneira forte, para restringir sempre mais o acesso a essa lembrança, o acesso a essa memória, o acesso a esse ilimitado.
Assim, o humano encontra-se a viver em regras falsificadas, numa Terra onde existe muita separação.
Separação entre Ele (território Interior não conhecido) e o resto (território exterior sob o sentido da visão e sob o sentido da percepção), esquecendo a percepção Interior, vinda da matriz original ligada à Interdimensionalidade e à Multidimensionalidade preexistente e manifestada pela Vibração chamada Fogo do Coração.

Isso passa, é claro, por uma Virtude essencial, mas não suficiente, chamada Aqui e Agora, onde o desejo é sempre oriundo de uma não satisfação ou de uma necessidade de satisfação e, portanto, de algum modo, de uma projecção da consciência fora do tempo presente, fora do instante.
É sempre o desejo, numa qualquer projecção, num futuro ou num passado, uma vez que o passado é o impulso do desejo e o futuro é a projecção do desejo para sua realização.

O estado de Presença, no Aqui e Agora, é uma das condições prévias do desaparecimento do desejo e não do seu controle.

O única maneira de fazer desaparecer a ilusão é justamente estar Presente, e não mais estar nem no passado, nem no futuro.
É, de algum modo, parar o tempo.
Parar o tempo conduz ao Ahimsã, o não-desejo.

O não-desejo coloca-nos na Vacuidade, esvazia-nos do que não é o instante presente, de suas próprias emoções, de suas próprias seduções, de sua própria verdade, procedentes de experiências, fundamentada unicamente em crenças e em condicionamentos.

A crença e o condicionamento encontram a fonte no passado, chamado educação ou experiências passadas de vida, e traduzem-se numa adesão que nos afasta do instante presente.

O instante presente jamais é referenciado em relação a uma experiência passada e ainda menos em relação a um resultado futuro.
Quando a Consciência está centrada no instante, inteiramente, nenhum desejo, nenhuma projecção, nenhum medo pode manifestar-se.
Isso é estar no Presente, que é a etapa prévia à Paz e ao Samadhi.

Sair de sua Verdade é sair das personalidades múltiplas do Ser, das crenças múltiplas, dos condicionamentos múltiplos e, portanto, das verdades oriundas das crenças.

O instante presente não se importa com suas verdades, assim como o instante presente não se importa com sua personalidade.
Não é a personalidade que os conduzirá a viver o não-desejo, porque a personalidade é o corpo de desejo.
A fonte da Alegria autêntica, chamada Samadhi, consiste em sair das próprias ilusões, que se justificam como sendo as nossas verdades.
Esse é um mecanismo de transcendência da Verdade, de aceitação de que o conjunto do que somos não é o que cremos ser, procedente de um passado, procedente de uma pessoa, procedente de um papel, de uma função ou de um fazer.

Nada há a desejar que já não exista.
Nada há a desejar para um futuro, porque tudo se vive no instante presente.

O tempo, como muitos disseram, é uma ilusão total, ao qual a crença deu corpo, fazendo com que esse corpo envelheça e morra.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O EGO E MEDO



Conhecemos o conceito de humilhação que por sua vez gera o sentimento de ofendido, menosprezado, rebaixado, inferiorizado, submetido, vexado, constrangido e ultrajado. E daí, a sentir-se um Zé Ninguém, sem valor, inútil, magoado, revoltado, perturbado, mortificado, traído, envergonhado, indignado e com raiva, está a um passo de um pensamento. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.
A par desses sentimentos está a doença. Toda a doença está enraizada em padrões de comportamento, de medos e emoções correspondentes.
Um medo perpetuado gera por completo a falência física, em todos os sentidos. E porque cedemos ao medo, muitas vezes, sem percepção consciente do facto?
Estaremos nós, numa busca incessante de procurar no exterior, aquilo que existe no interior? Porque não reagíamos todos da mesma forma às mesmas humilhações?
A resposta talvez esteja, no bombista, no terrorista, no autoritário, no manipulador… interno, que cada um tem que enfrentar e curar, e que, o ego teima em esconder e incentivar.

...”ego interfere com o poder de decisão, desvirtua o livre arbítrio e puxa para baixo - a direcção oposta àquela em que a alma tem de caminhar. O ego é, pois, o que resiste ao processo de auto transformação, que é o melhor meio para vos pôr em contacto com as outras parcelas do vosso ser total. A parcela do ser humano total que se manifesta na Terra é constituída por três grandes planos: o mental, o emocional e o físico/biológico, para onde tudo converge e onde tudo se conjuga. Assim sendo, é o corpo físico que possui as chaves que abrem as portas para o interdimensionalidade.
Se tivessem a flexibilidade de serem livres, em união com a vossa dimensão superior, nunca enfrentariam os problemas causados pela resistência ao auto transformação. Resistindo, passam a vida à procura do que julgam ser certo e seguro. Mais não fazem, porém, do que agir com base no medo, que, implantado na base da espinal medula, contamina as células e impede que a evolução da humanidade se dê sem sobressaltos. O corpo biológico, ao adaptar-se ao medo, reduziu o tempo de vida saudável, através da falência do que foi concebido para lhe dar longevidade. Ou seja: O medo – que é gerado pelo ego - dá ordens contrárias à evolução. Não é de admirar que o equilíbrio desapareça e, naturalmente, surja a infelicidade. O pior é que esta situação desencadeia o afastamento da essência superior”.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE NATAL


A conquista dos nossos objetivos depende da união, da amizade,
e da sabedoria, com as quais conduzimos as nossas vidas


Se nos abraçamos por pensamentos positivos, idéias novas, acções criativas, teremos certamente uma vida melhor, mais tranqüila e harmoniosa.
A todos os que me acompanham nesta caminhada, deixo-lhes o silêncio das minhas palavras para lhes dedicar com ternura, o melhor dos pensamentos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

As Nadís


As nádís
O corpo é percorrido por uma infinidade de canais (nádí) que veiculam os alentos vitais (prána), isto é, a energia do corpo sutil que vivifica o corpo grosseiro.

Essas nádí são inumeráveis; contam-se em 72.000 segundo alguns textos, em 350.000 segundo outros (números simbólicos).

Desses milhares de nádí, setenta e duas são as principais, e dentre estas quatorze são levadas em consideração pelos yôgin.

Dentre essas quatorze, três têm uma importância capital: Idá, Pingalá e Sushumná. E dentre essas três, a "nádí suprema, bem-amada dos yôgin, é Sushumná, o canal central, que corre no interior do eixo cerebrospinal. De um lado e de outro de Sushumná estão: à esquerda Ida, a nádí lunar, simbolizada pelo branco pálido, e Pingalá, a nádí solar, simbolizada pelo vermelho sangue. Essas duas nádí, que representam os dois pólos opostos da manifestação, estão ativas no homem comum, ao passo que Sushumná, a via mediana, que tem a natureza do Fogo, está inativa e nela o prána não circula. Todas as nádí têm a origem no muladhara-chakra, de onde se elevam ramificando-se por todo o corpo. Mas Sushumná sobe direto até o topo da cabeça e desemboca no lótus de mil pétalas, enquanto Ida e Pingalá, uma partindo do testículo direito e a outra do testículo esquerdo, vão dar respectivamente na narina esquerda e na narina direita.

No entanto, essas duas nádí não seguem um caminho paralelo a Sushumná, mas se entrecruzam como as serpentes do Caduceu de Mercúrio, formando em cada vez junções, das quais a mais importante é a "confluência" que formam com Sushumná na altura do ájña-chakra, antes de continuar seu percurso em direção a cada narina.

Extraído do livro O Yôga, MICHAËL, Tara. Pág. 165. Ed. Zahar, Rio de Janeiro, 1976.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MANTRA: Patanjali Om

Patanjali Om Namah GuruJi

Patañjali, que pela sistematização do Yoga Clássico permitiu que este fosse reconhecido como um Dárshana do Hinduísmo, o que fez com que essa filosofia não desaparecesse por completo e chegasse até nossos dias.

CHAKRAS


CHAKRA RAÍZ (básico) - É denominado em sânscrito de Muladhara (Mula = raiz; adhara = suporte) Está situado na base da coluna vertebral. É formado de 4 pétalas em forma de cruz. A cor das pétalas é “ígnea cor vermelha.
A sílaba sagrada (bija) no meio do chakra é LAM. No Muladhara se encontra a base do Sushumna nádi; ali está o lugar de reunião (kanda) da raiz de todas as nádis. Nesse centro localiza-se também o nó Brahma, o primeiro nó a impedir a subida de Kundalini. Os outros dois se encontram no centro cardíaco - o nó de Vishnu; e no frontal - o nó de Rudra ou nó de Shiva.

CHAKRA SAGRADO - (sacro ou genital) - É denominado no Yoga de Swadhisthana. Situado na região lombar, ao nível da parte baixa dos órgãos genitais, é formado de seis pétalas de cor laranja.
O seu bija mantra é Vam.

CHAKRA SOLAR - (umbilical ou gástrico) - Seu nome em sânscrito é Manipura, isto é, "cheio de jóias".
Está situado à altura do plexo solar na junção das vértebras dorsais e lombares, O Manipura é representado como um lótus de dez pétalas o seu bija mantra é Ram.

CHAKRA CARDÍACO - Em sânscrito é denominado de Anahata (imbatível, inviolado), estando situado entre as omoplatas.
Possui doze pétalas, correspondendo aos doze raios de sua energia primária. A sua cor é verde esmeralda, havendo quem afirme ser um rosa dourado. No seu interior encontram-se dois triângulos entrelaçados. O seu bijá é Yam.

CHAKRA LARÍNGEO - Em sânscrito, denomina-se Vishudda, palavra derivada de shuddhi, que significa purificar. Situa-se na base e atrás da garganta, na nuca, na junção da espinha dorsal e da medula espinhal alongada, no Sushumna nádi. Corresponde à glândula tireóide e estende-se até a medula alongada, envolvendo a glândula carótida, indo na direção das omoplatas, relacionando-se, ainda, com os plexos nervosos da faringe e da laringe.
Possui dezesseis pétalas de tom do azul em sua cor,
É representado por um lótus transparente com dezesseis pétalas O seu bija mantra é Ham.

CHAKRA FRONTAL - (cerebral, terceiro olho) É denominado, em sânscrito Ajna, cujas raízes significam “saber” e “obedecer”. Ajna significa “comandar”. É, pois, como o nome indica, um “centro de comando”.
Localiza-se à altura da raiz do nariz, entre os dois olhos, no ponto onde os nádis Ida, Pingala e Sushumna se encontram para formar um único canal que segue em direção ao Sahasrara. Aos olhos do clarividente ele surge no meio da testa.
Está dividido em duas partes, cada uma das quais com 48 pétalas (num total de 96 pétalas), por isto as escrituras hindus só se referem a duas pétalas.
O seu bija-mantra é Om.

CHAKRA CORONÁRIO - Em sânscrito é denominado de Sahasrara.
Está situado na parte superior da cabeça. A aura colocada sobre a cabeça dos santos corresponde ao Sahasrara. Ele é composto de duas partes: a parte central com 12 pétalas maiores, menos ativa, e outra, ao redor desta, com 960 pétalas menores, vibrando com incrível rapidez.
É o mais luminoso dos chakras. Descrito como possuidor de indescritíveis efeitos cromáticos, parecendo conter todos os matizes do espectro, embora seja o violeta a cor predominante.
O chakra coronário não está relacionado com nenhum plexo e sim com a glândula pineal.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Meditação











Impossível definir a meditação em poucas palavras. São tantas técnicas e tão variadas, que meditação pode ser o foco da atenção ou o cultivo da mente vazia; pode praticar a meditação sentado ou caminhando; pode ser a concentração em algo dentro ou fora ou corpo, ou na repetição de algum mantra (palavras sagradas). Enfim, podemos dizer que a Meditação é o cultivo de um determinado estado mental onde conseguimos saber o verdadeiro sentido da liberdade.

O facto é que conhecemos muito do mundo exterior baseado nas sensações e ações, mas damos pouca atenção ao nosso mundo interior, dos pensamentos e sentimentos. O objetivo inicial da Meditação é o conhecimento da mente, pois não podemos controlar aquilo que não conhecemos. Somos escravos daquilo que não conhecemos, daquilo que conhecemos, somos mestres. Qualquer que seja o vício ou a fraqueza, ao descobri-los dentro de nós, entendendo suas causas e funcionamento, tornamo-nos capazes de os superar. O objetivo final da Meditação é alcançar a fonte de vida e consciência, pois o inconsciente, quando trazido à consciência, dissolve-se, e essa dissolução liberta energia, deixando a mente adequada, quieta e silenciosa.

Swami Sivananda, em seu livro Concentração e Meditação, explica os aforismos de Dhyána ou Meditação: “Dhyanam nirvishayam manah, Meditação é aquele estado da mente em que não há pensamentos. Tatra pratyayaikatanata dhyanam, Meditação é o fluxo contínuo de percepção ou atenção, um estado de precede a concentração. Então mesmo nas palavras de um grande mestre, a Meditação em si são técnicas variadas, mas que convergem sempre para o mesmo.

Sobre os benefícios da meditação, uma prática constante aniquila os sofrimentos, as dores, as tristezas, destruindo as causas do pesar. Induz uma sensação de unidade, estrada que conduz à Divindade. A Meditação trás o conhecimento do “eu”, que traz consigo a paz eterna e a suprema bem-aventurança.

De acordo com Goleman, em A Arte da Meditação, os benefícios terapêuticos da Meditação são:

- Recuperação mais rápida após situações de grande excitação ou ameaça;

- Aumento da capacidade de concentração e conseqüente diminuição dos estados de dispersão;

- Aumento das defesas imunológicas;

- Decréscimo da pressão arterial;

- Alivio das dores no caso de angina e arritmias cardíacas;

- Redução de dores crônicas;

- Diminuição dos níveis de colesterol ruim no sangue;

- Aumento do fluxo de sangue para o coração;

- Melhoria da regulação de glicose em diabetes adquirido em idade adulta;

- Melhoria das vias aéreas comprimidas em caso de asma;

- Controle do stress crónico;

Como começar
Para começar a meditar apenas precisa de boa vontade e 5 minutos por dia.Pode escolher o horário que se adapta melhor às suas rotinas diárias, ao acordar ou antes de dormir, mas procure sempre manter o mesmo horário, pois a mente se habituará, com o tempo, entrando mais facilmente no estado meditativo. A princípio, apenas observe sua mente: perceba que tipo de pensamento assolam neste estado. Perceba a associação dos pensamentos, como um pensamento puxa o outro, o fluxo das idéias, dos temas que se apresentam. Deixe os pensamentos passarem, como as nuvens passam pelo céu. Não reprima sua mente, dessa forma vai demorar muito até ter o controle adequado. Em apenas 5 minutos diários, observe. Persista por 21 dias consecutivos – eis o primeiro passo para tornar a Meditação um hábito diário, que vai contribuir na sua saúde, no seu caráter, na sua personalidade, pois chegará às suas emoções, e àsua psique. Antes de começar a sua prática meditativa, pense em quanto custa seu investimento hoje em qualidade de vida e avalie bem a simplicidade de 5 minutos diários para um encontro cinsigo mesmo mesmo.